Nossa primeira translação.
O meu professor de Ortopedia, o Dr. Hélio Gomes da Silva, tinha um método bastante peculiar de se referir a intervalos maiores de tempo: dizia ele que em cada aniversário completava mais uma volta ao redor do sol. Era através da citação deste percurso, cujo tempo de duração a humanidade resolveu por convenção e praticidade chamar de ano, que ele se expressava em suas divagações odonto-filosóficas.
Pois nesta sexta-feira, dia 9 de outubro de 2009, o blog FutebolForça.com completa sua primeira volta ao redor do sol.

Happy Birthday Mr. FutebolForça.com
Uma salva de palmas, por favor!
Mas ao contrário do vácuo do espaço pelo qual transladamos, nosso caminho foi bastante tortuoso e cheio de percalços.
A idéia surgiu no dia 25 de setembro de 2008, num fórum em um site de relacionamentos…
Tá, foi no Orkut sim, e daí?
Bem, mas era uma idéia tão genial quanto pretenciosa, que prontamente angariou o comprometimento e a promessa de colaboração de muita gente.
Decidiu-se o nome, o layout e… pimba, estávamos no ar, ou melhor, na rede. O mundo era o limite para o sonho de jovens entusiastas como nós.
E é claro que no começo tudo era alegria: textos interessantes, os primeiros comentários, elogios, uma “audiência” incipiente. Parecia que estávamos no caminho certo.
Mas o tempo, senhor da verdade e da realidade, mostrou-nos o quão difícil é permanecer não somente vivo mas também forte numa blogosfera hostil e insaciável. Manter e atualizar um blog, especialmente sobre futebol, assunto sobre o qual tanta gente escreve (bem ou mal), é tarefa árdua, por vezes ingrata.
O intervalo entre os textos foi aumentando, o número de colaboradores diminuiu, e até surgiram crises internas por causa de alguns textos. O blog parecia estar com os dias contatos, mais uma dentre tantas idéias bem-intencionadas a sucumbir.
Mas resistimos. Não sabemos até quando, mas continuamos resistindo, sem o desejo de parar. Talvez alguns planos iniciais devem ser revistos, e é provável que a nossa idéia do canal de TV para transmitir a segunda divisão uruguaia demore um pouco mais para se concretizar, mas não vamos abandonar tão cedo a defesa (isso mesmo, a defesa) do futebol de verdade, com unhas, dentes e travas de chuteira.
Mas há o que comemorar?
Olha, eu penso que o fato de um texto ser publicado na data de hoje já é motivo de alegria. Estamos vivos e isso basta. E se relermos aquilo que foi escrito durante nossa volta pelo espaço, vamos estar diante de belos momentos: relembramos grandes craques que honraram o Futebol Força (Figueroa, Oberdan, Dirceu Krüger, Castilho), times e seleções que deixaram saudades (Brasil de 94, Paraguai de 98, Turquia de 2008, Bulgária de 94, Xavante de 85), personagens marcantes (Lazaroni, Carrasco), histórias pouco divulgadas (Puerta 12), conhecemos melhor o futebol na terra do Obama e do continente africano, prestamos nossa solidariedade para com a massa Xavante (Cair e Levantar), acompanhamos a derrocada do Santa Cruz, do Vasco e do Peñarol, percorremos os mais longínquos grotões para contar um pouco da distinta realidade do futebol, seja no interior de Minas Gerais, de São Paulo ou do Rio Grande do Sul, seja em Santiago, Santa Fé, La Plata, Córdoba ou até mesmo em Posadas, lamentamos aquilo que a modernidade está causando ao futebol (clubes empresa, descaso da tv em relação a certos jogos, decadência do futebol no interior, cartolas mais preocupados com marketing do que com gols, o jogo sendo deixado em segundo plano), e ainda tiramos um sarro do Luxinha e seu futebol alegre, não só em uma mas em mais oportunidades.
E se isso não é motivo suficiente, brindemos então pela amizade de pessoas que nunca se viram ou quase nunca se encontram, mas que mantêm viva a mesma paixão pelo futebol e por todo o universo que existe em volta dele.
Mas não vamos desistir, não podemos desistir tão cedo, não sem antes terminar a trilogia sobre a morte do futebol no interior, e principalmente sem antes publicar aqui o tão famoso quanto esperado texto definitivo sobre o ídolo Daison Pontes. E enquanto houver alguém louvando pedaladas sem objetivo e firulas desnecessárias ou criticando o futebol (dito) feio porém objetivo, nossa voz se fará ouvir.
Em nome dos redatores do FutebolForça.com, quero agradecer a todos os colaboradores, leitores (em especial aos que comentam os textos) e blog amigos que dão uma ajuda na divulgação. A existência de vocês é que ainda nos mantém motivados e dispostos a dar mais umas voltas ao redor do astro mor.
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