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	<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 20:19:26 +0000</pubDate>
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		<title>Inter, pela segunda vez</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 20:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Pilotti</dc:creator>
		
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A taça Libertadores da América, que já escanteada injustamente pelos clubes brasileiros no ínicio do século passado, hoje é a competição mais importante de todos eles (Mundial FIFA “MY ASS” a competição a ser ganha é a Libertadores, o resto é resto) e com razão é a mais desgastante e que a mais reserva surpresas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/08/taca-libertadores.jpg" alt="LA10" title="LA10" width="200" height="180" class="aligncenter size-full wp-image-1804" /></p>
<p>A taça Libertadores da América, que já escanteada injustamente pelos clubes brasileiros no ínicio do século passado, hoje é a competição mais importante de todos eles (Mundial FIFA “MY ASS” a competição a ser ganha é a Libertadores, o resto é resto) e com razão é a mais desgastante e que a mais reserva surpresas em sua trajetória, como foi para o time bicampeão desse ano.<br />
A competição começou com um Uruguaio no seu comando, com um elenco dito ótimo e com peças de reposição para todas as posições. Não foi bem assim que a banda tocou, e muito menos, o Inter tinha o melhor elenco do país. O uruguaio Fossati tinha problemas de relacionamento no grupo do Inter e, quem sabe, a sua imposição de comissão técnica tenha sido equivocada desde o seu início. O Inter tem um dos melhores preparadores físicos do país, Fábio Masseredjian, que trabalha inclusive na seleção brasileira, porém, por imposição de Fossati, nos primeiros jogos do ano, tivemos o seu próprio preparador físico, e era visível duas coisas:</p>
<p>1. Alejandro Valenzuela não estava a vontade com o grupo e não conhecia as demandas de preparo físico do Brasil.<br />
2. O Inter não tinha “pernas” para correr o jogo todo e era comum o time “morrer” depois dos 25 minutos do segundo tempo.</p>
<p>Talvez por essas dois motivos principais, tivemos jogos facéis no Campeonato Gaúcho que foram complicado, e derrotas inesperadas para times com menor expressão do que o Inter, lógico que, aliado à isso ainda tivemos algumas escolhas erradas e um esquema tático completamente perdido no time do Inter pré-Copa.</p>
<p>Com esse time desorganizado táticamente, sem padrão de jogo e sem esquema definido o Inter começou a sua trajetória na Libertadores 2010, num grupo que tinha Deportivo Quito, Cerro do Uruguai e Emelec, além do próprio Inter. Como de costume, a primeira fase costuma ser fácil para os clubes brasileiros – exceção ao próprio Inter em 2007 que na sua megalomania Pífferiana não foi capaz de classificar para as oitavas – e, mesmo com um time perdido em campo, o Inter se<br />
classificou em primeiro lugar.</p>
<p>Mas mesmo assim, a primeira fase teve contornos mais dramáticos do que deveria, por pura inoperância do próprio treinador colorado e da direção, que já havia percebido que não tinha as peças certas para o elenco, mas mesmo assim o Inter sempre se valeu do fator “casa” ganhando todos os jogos dentro do Beira-Rio – e essa máxima valeu até o final do torneio – de modo que a classificação veio e o adversário nas oitavas era o campeão do Apertura de 2009, o Banfield.</p>
<p>Um clube que joga num estádio acanhado e joga no estilo argentino antigo, com bastante catimba e se valendo muito do fator local para se classificar. No primeiro jogo, numa das arbitragens mais caseiras da competição o Banfield sagrou-se vencedor, num jogo que teve paralisações e expulsões e que acabou classificando o Inter com um gol salvador, de fora da área, de Kléber.<br />
No jogo de volta no Beira-Rio o Banfield acabou cometendo o mesmo erro de todos os clubes que vieram até Porto Alegre jogar, ficou atrás. Se retrancou. Isso foi fatal para o Inter conseguir o resultado necessário – 2&#215;0 – e alçar-se a condição das quartas-de-final, contra o campeão do ano passado e já conhecido adversário da final da Sulamericana de 2008, o bom time do Estudiantes de La Plata, de Verón.</p>
<p><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/08/elpxinter-300x198.jpg" alt="ELPxInter" title="ELPxInter" width="300" height="198" class="aligncenter size-medium wp-image-1805" /></p>
<p>Este sim pode ser considerado “O” jogo da Libertadores 2010 para o Inter. Com uma vitória magra aqui no Beira-Rio, num jogo que novamente fora de ataque contra defesa, e com um gol do zagueiro Sorondo numa jogada de bola parada foi conseguido o segundo mais sofrido 1&#215;0 da competição, que dava uma magra vantagem para o jogo na Argentina.<br />
Dizem que existe a famosa “sorte de campeão” que acompanha todos os campões, e que sem ela é impossível ser campeão. Esse segundo jogo do Inter, contra o campeão anterior, foi o jogo onde a sorte de campeão se mostrou ao colorados. Depois de um jogo terrível, onde tivemos um ELP constantemente no campo de ataque, que fez um gol logo nos primeiro minutos do jogo e martelou a zaga insegura do Inter até que o segundo gol apareceu, num jogo catimbado e violento, onde brilhou a estrela de um jogador que colocou a paixão da mídia, PH Ganso, na reserva da seleção sub-20, Giuliano, aos 47 minutos do segundo tempo, ajudado pela fumaça que os próprios argentinos jogaram no campo, deu um chute certeiro e cego no canto esquerdo da meta argentina, morrendo ali a esperança do ELP e nascendo o campeão. Com mais vontade do que técnica ou talento, o Inter, aos trancos e barrancos se credenciava para, mais uma vez, enfrentar o time brasileiro mais vitorioso das Libertadores da América, o SPFC.</p>
<p>Mas o time não vinha bem, havia perdido o estadual para o rival tomando 0&#215;2 em casa, perdido o brio e estava se sentindo acossado no seu próprio campo. O Inter  não casava mais com Fossati e nem com Alejandro Valenzuela, os três eram incongruentes, não estavam no mesmo ritmo, não estavam alinhados com as pretensões do clube, e, aproveitando o recesso da Copa do Mundo, foi-se embora Fossati e toda a sua comissão e veio apenas Celso Roth, o questionado Celso Roth, que levou o Inter na sua pior década ao terceiro lugar no campeonato brasileiro, naquele que ainda é o melhor time montado pelo Inter em tempos, em 1997.</p>
<p><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/08/tecnico-celso-roth-do-inter-no-gre-nal-382-1280720338485_300x230.jpg" alt="tecnico-celso-roth-do-inter-no-gre-nal-382-1280720338485_300x230" title="tecnico-celso-roth-do-inter-no-gre-nal-382-1280720338485_300x230" width="300" height="230" class="aligncenter size-full wp-image-1806" /></p>
<p>Indo na onda da moda tática lançada pela Copa do Mundo por Espanha, Holanda e tanta outras seleções, Celso Roth percebeu que o melhor esquema para o Inter era se aproveitar da habilidade técnica de seus dois meias-atacantes: D&#8217;Alessandro e Taison, que vinham mal e questionados pela torcida desde o início dos trabalhos de Fossati, que a possibilidade de saída deles era iminente.<br />
Conseguiu trazer os dois meias de volta ao time, aproximou-os da torcida com apresentações que há muito tempo não se via no futebol do colorado. Entendeu que ele tinha um dos melhores volantes do país – rivalizando de igual para igual com o badalado Hernanes do SPFC – e que ele deveria ser aproveitado como tal, e não tendo que cobrir as insistentes subidas ao ataque do gringo Guiñazu, que só com Celso Roth achou a sua posição ideal, à frente do volante Sandro. Ajudado pelas contratação na janela da Copa, Roth ainda teve a possibilidade armar o seu 4-3-2-1 – ou 4-2-3-1 – com Tinga ao lado de Guiñazu, de maneira que poucos times na américa tinham uma meia-cancha tão equilibrada e habilidosa como a do Inter. Soma-se à isso a elevação do falante e sangüíneo Bolívar ao posto de capitão do time, a volta de Renan ao gol colorado e principalmente ao novo esquema de jogo que privilegiava a habilidade da perna esquerda de Kléber, responsável pelas melhores jogadas do Inter na Libertadores 2010.</p>
<p>Com essa nova armação de jogo, o treinador Celso Roth levou o Inter à um recomeço incrível no campeonato brasileiro pós-Copa, tirando o combalido ex-time de Jorge Fossati de uma incomoda posição próxima ao Z4 do campeonato brasileiro direto para a terceira posição do mesmo, mas ainda faltava a re-estréia na Libertadores e a redenção dos amaldiçoados jogos anteriores, onde o que valeu mais foi o coração do que qualquer outra coisa, e logo contra o SPFC, clube contra o qual o Inter tinha se segrado campeão 4 anos antes, coincidentemente em outro ano de Copa.</p>
<p>O primeiro jogo no Beira-Rio parecia um revival dos anteriores, um jogo onde Ricardo Gomes armou um covarde SPFC que ficou o tempo todo atrás da bola, com todos os seus jogadores preocupados em marcar e impedir qualquer tipo de avanço colorado, porém, sem se preocupar em fazer gols no Inter – e esse foi o maior erro do SPFC – e então, numa alteração eficaz do time de Celso Roth, Giuliano entrou para decidir o jogo, com um gol “chorado” já na segunda metade da segunda etapa e levar uma, novamente, magra vantagem para o Morumbi. Este segundo jogo sim se mostrou o mais nervoso e dramático da competição, talvez exatamente por se tratar do time mais habilidoso do certame e principalmente, por haver uma vontade de se vingar por 2006. Com declarações de Rogério Ceni e Hernanes o SPFC mais falou do que fez, abriu o placar em um primeiro tempo morno que só se esquentou por ocasião de uma falha primária do goleiro Renan, tão bom goleiro em outros tempos, mas que na nessa volta se mostra hesitante, nervoso e inseguro. E o jogo apenas esquentou no segundo tempo quando, numa falta mal cobrada de D&#8217;Alessandro, em que Alecssandro conseguiu colocar o calcanhar no meio da trajetória certeira para as mãos de Ceni, e acabou traindo o arqueiro tricolor, morrendo no fundo do canto esquerdo. 1X1 que durou menos de 10 minutos, quando – discuto ainda se Renan não chegou atrasado na bola – Ricardo Oliveria desempatou e deu a vitória, insuficiente, ao SPFC, que se empenhou nos últimos 15 minutos do jogo mais do que em todos os outros 75 minutos de jogo, onde o coração se inflou e a respiração parou, ajudada pela infantil expulsão de Tinga e pela insegurança de Renan e Índio. Porém, como eu disse la atrás, a sorte de campeão é necessário, e nenhum time é campeão sem sorte e sem habilidade – time só com raça é um bando chafurdando na lama, e time sem raça é um circo de focas amestradas, é preciso unir as duas e mais a sorte para sair campeão – e o Inter, felizmente, tinha as duas nessa última fase.</p>
<p>Chega a final, contra um time mexicano, o que incomoda quase todos os sulamericanos, mas que a CONMEBOL ignora e segue, em nome das cifras, convidando os chicanos para jogar a competição máxima do futebol mundial.</p>
<p>O Chivas, um clube de torcida gigantesca, comparável à do Flamengo, jogou no seu moderno estádio, com grama sintética a acomodações de primeiro mundo, dignas de uma Copa. Mas, apesar de perigoso no ataque, foi completamente inoperante e covarde, e mais uma vez o encaixe técnico promovido por Celso Roth prevaleceu, e apesar de ter saído perdendo num gol de cabeça, oriundo de uma falha coletiva da defesa do Inter – posicionamento, bola mal passada e lentidão – o Inter chegou à vitória depois da entrada de Giuliano – e depois de Roth ter tido a hombridade de reconhecer o seu erro ao colocar Éverton, atacante insuficiente para jogar uma final de Libertadores -  conseguiu trazer para Porto Alegre uma boa vantagem – e pela primeira vez ganhar fora de casa na Libertadores – e da forma que jogou, todos ali tiveram a certeza que a hora do BI tinha chegado.<br />
No Beira-Rio, com um início de jogo nervoso e com uma confusão tática que nos fez remontar aos primeiro jogos, lá na “era Fossati” ainda, o Inter pouco produziu em tero ofensivos e menos ainda conseguiu manter a tão alardeada posse de bola que ocorreu no México. O produto disso foi um belo gol mexicano, novamente no final do primeiro tempo, onde ficou claro que a defesa do Inter, apesar de ter um bom zagueiro na direita, Bolívar, e um bom lateral na esquerda – Kléber – se mostrou fraca e lenta nas figuras de Nei e Índio, que não é mais o mesmo zagueiro de 2006.<br />
Como se fosse um revival do primeiro jogo no México, Celso Roth novamente teria de ganhar o jogo no intervalo, e foi o que fez, sem nenhuma alteração o time voltou  muito melhor, sem afunilar o jogo pelo meio e usando muito mais a ala esquerda, aprovaitando a técnica apurada de Kléber e os seus bons cruzamentos – de onde inclusive nasceu o primeiro gol do Inter no jogo com Rafael Sóbis aparando um cruzamento de Kléber no meio da área – e mais ainda com a inversão dos meia ofensivos do Inter, trocando de posição Taison e D&#8217;Alessandro. Os dois gols seguintes foram questão de tempo, quando o Chivas se lançou ao ataque, afinal nada mais tinha a perder, os espaços foram pródigos ao Inter e Leandro Damião, numa arrancada que lembrou os bons tempos de Nilmar, chutou com força na saída do goleiro mexicano, marcando o segundo da partida e sacramentando o título e a taça colorada. Ainda tivemos a plástica jogada do terceiro gol de Giuliano, que chegou aos 6 na competição e o segundo e enfadonho gol mexicano, num bela fakta cobrada pelo marrento Bautista.</p>
<p>Nada disso porém importava mais, o grito de bicampeão se fazia ouvir até no Acre.<br />
A massa colorada em êxtase não enxergava mais nada, os olhos envoltos lágrimas, prediziam o quão sofrido havia sido aquele título para todos os colorados envolvidos. Aquele último grito, aquela última lágrima, o último punho cerrado em riste que encontra o ar cortando-o através do ar gelado do guaíba, tudo isso ficou pequeno quando Bolívar ergueu triunfante a taça, em direção aos céus. Era a justiça futebolística para aquele grupo tão criticado, que todos sabiam que tinha potencial, e principalmente para o treinador que chegara ao patamar dos inalcançáveis campeões da américa.</p>
<p><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/08/inter2xscaled1000-300x200.jpg" alt="Inter bicampeão" title="Inter bicampeão" width="300" height="200" class="aligncenter size-medium wp-image-1807" /></p>
<p>Parabéns, cegamente, ao segundo título do Inter.</p>
<p><strong>- Guilherme &#8220;Amargo&#8221; Pilotti </strong></p>
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		<title>Um continente novamente em vermelho</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 19:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Witchfinder</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Desta vez eu não vim aqui pra falar de futebol, eu vim aqui pra falar de paixão, vim aqui pra falar de um povo que teve em um período de 5 anos toda a sua devida glória alcançada e à partir de então nada mais os pode deter.
Construindo um bloco atrás do outro, nosso império [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desta vez eu não vim aqui pra falar de futebol, eu vim aqui pra falar de paixão, vim aqui pra falar de um povo que teve em um período de 5 anos toda a sua devida glória alcançada e à partir de então nada mais os pode deter.<br />
Construindo um bloco atrás do outro, nosso império está cada vez mais solidificado diante do cenário mundial.</p>
<p>Precisávamos de uma torre fortificada para defender nossas posses, e apesar de uma delas ter sido conquistada quatro anos atrás, esta semana chegou a que faltava, a decisiva, a segunda porém não menos importante (ao contrário dos nossos inimigos que insistem em dizer que &#8220;os segundos a fazerem&#8221; não são importantes - recalque de quem acha que seus êxitos são maiores do que a de sua própria grandeza).</p>
<p>Nosso império está cada vez mais solidificado, e não para de crescer.<br />
E ao contrário de todos os outros neste país que o construíram na base da arrogância e elitismo, nunca deixamos de ser um movimento completamente popular, abrangente e principalmente humilde, assim como nossos maiores heróis.</p>
<p>Porque este site jamais iria poder ficar sem um texto (ainda que pequeno) sobre a conquista rubra, sobre a aurora austral que mais uma vez pintou o céu da América de vermelho.<br />
Inter, Inter querido. Que tuas façanhas sirvam de modelo a toda terra, e que entre nós sempre reviva Atenas.</p>
<p>E em dezembro tem mais.</p>
<p>PS: Gostaria aqui de mandar um abraço para o meu amigo e maior colaborador neste espaço, Germano Jaeschke Schneider, que encontra-se em um mosteiro desfrutando de um retiro espiritual que pelo jeito ainda vai durar muito, muito tempo.</p>
<p><b>- Alex Witchfinder</b></p>
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		<title>Uma taça transbordando infâmia</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 14:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Germano Jaeschke Schneider</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Futebol Força]]></category>

		<category><![CDATA[Conmebol]]></category>

		<category><![CDATA[infâmia]]></category>

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		<description><![CDATA[O cenário estava pronto: fogão a lenha bufando, uma panela com pinhão cozinhando e outra, de ferro, com um ensopado de mandioca fervendo lentamente, uma chaleira com água chiando para o mate, os afagos da patroa e um bom vinho, escolhido a dedo na minha proto-adega. Chileno, é claro, pois era&#160; noite de torcer não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O cenário estava pronto: fogão a lenha bufando, uma panela com pinhão cozinhando e outra, de ferro, com um ensopado de mandioca fervendo lentamente, uma chaleira com água chiando para o mate, os afagos da patroa e um bom vinho, escolhido a dedo na minha proto-adega. Chileno, é claro, pois era&#160; noite de torcer não tão somente pela Universidad de Chile mas sim pela dignidade do futebol sulamericano.</p>
<p align="justify">Se não fosse pelo futebol, seria uma noite perfeita. Os mexicanos venceram e pela segunda vez nesta porca história corre-se o sério risco de um time convidado conquistar o título máximo do hemisfério ocidental, fazendo com que o continente seja representado no mundial de clubes pelo vice.</p>
<p align="justify">Acho difícil que nós sulamericanos tenhamos que passar por tamanha humilhação, pois é bem provável que o brasileiro que vá à final vença os dois jogos. Mas o risco existe, pois um brasileiro está em crise e o outro é um emergente que recém na semana passada de sua existência foi apresentado às lides copeiras. E estamos falando de futebol, não de matemática.</p>
<p align="justify">Mas por mais vexatório que seja, seria bem feito&#160; para a Conmebol. Os times de outras confederações, convidados por mero aspecto mercadológico e por interesse de patrocinadores, não se contentariam em apenas participar. Certo que tentariam levar o título. Tanto que na segunda divisão da Libertadores isso já acontecera, quando um time da América do Norte venceu uma competição com o nome de Sulamericana.</p>
<p><div class="wp-caption aligncenter" style="width: 3514px"><img alt="Você compraria um carro usado deste senhor?" src="http://www.internacional.com.br/imagens/imprensa/Presidente%20da%20Conmebol,%20Nicolas%20Leoz%20(E),%20entrega%20o%20diploma%20oficial%20do%20Mundial%20para%20Fernando%20Carvalho_foto_Daniel%20Boucinha.jpg" width="350" height="233" /><p class="wp-caption-text">Você compraria um carro usado deste senhor?</p></div></p>
<p align="justify">É provável que seu Nicolás Leoz esteja pouco de lixando para essa infâmia toda. Mas isso não vai sair barato. Na mesma Península de Yucatán onde os jogadores do Chivas levam suas namoradas para curtir o Caribe, um povo certa feita disse que essa barbaridade toda acaba em 2012.</p>
<p align="justify">Acho que pelo modo como as coisas estão acontecendo, não seria de todo injusto.</p>
<p align="justify"><strong>- Germano Jaeschke Schneider</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os 5 momentos Futebol Força na Copa 2010.</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 22:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Germano Jaeschke Schneider</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Futebol Força]]></category>

		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>

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		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2010]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;
Acabou a festa: é hora de recolher os cascos, tomar o segundo Engov e atacar a geladeira. Em meio à ressaca, recordemo-nos dos cinco momentos desta Copa d’África que fizeram a alegria dos admiradores do futebol que dá nome a este blog.
O Ferrolho Suíço
Tá certo que o importante é competir, mas ninguém quer fazer fiasco. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p align="justify">Acabou a festa: é hora de recolher os cascos, tomar o segundo Engov e atacar a geladeira. Em meio à ressaca, recordemo-nos dos cinco momentos desta Copa d’África que fizeram a alegria dos admiradores do futebol que dá nome a este blog.</p>
<p align="justify"><strong><u>O Ferrolho Suíço</u></strong></p>
<p align="justify">Tá certo que o importante é competir, mas ninguém quer fazer fiasco. Pensando nisso que os suíços, cientes das limitações de seus atletas, reeditaram o famoso <b><a href="http://www.planetadofutebol.com/artigos/karl-rappan-1906-1996a-invencao-do-ferrolho">Schweizer Riegel</a></b>, ou Ferrolho Suíço, esquema implantado pelo austríaco Karl Rappan nos anos 30, que consistia basicamente em dificultar e até mesmo impedir a produção ofensiva do adversário. Se num contra-ataque o time fizer um gol, beleza, mas o que importa mesmo é não tomar um. Foi o que aconteceu no seu jogo de estréia, logo contra a favorita Espanha, que apesar da gritante superioridade não conseguiu transpassar a meta dos fabricantes de canivete. E de quebra ainda tomaram um gol, aquele que para um tal de Djalminha (quem?) foi o gol mais feio da copa.</p>
<p align="justify">Feio, meu caro Djalminha, feio é perder. </p>
<p><span id="more-1774"></span></p>
<p align="justify">Tá certo que a Espanha não só se recuperou como foi campeã do torneio, e que os suíços não passaram da primeira fase. Mas conseguiram bater o recorde de tempo sem tomar gol em uma Copa do Mundo, e só o fato de ver um time muito superior ser vencido de modo tão copeiro já justifica sua presença na Copa, assim como nesta lista.</p>
<p align="justify"><img title="AP" height="240" alt="Quero ver passar por aqui" src="http://www.la-redo.net/wpNew/wp-content/uploads/2010/06/01espsui-ap.jpg" width="400" /> </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><strong><u>Neozelandeses invictos</u></strong></p>
<p align="justify">Apontada como uma das candidatas a saco-de-pancadas, e sob a desconfiança de apenas ter chegado à Copa porque os vizinhos australianos disputaram as eliminatórias pela Ásia, a Nova Zelândia surpreendeu e foi a única das 32 seleções a voltar da África sem perder um único jogo. Também não venceu, é verdade, mas segurou empates contra Itália e Paraguai, além de buscar a igualdade no finzinho do jogo contra a Eslováquia. </p>
<p align="justify">O fato de não terem se classificado à segunda fase é mero detalhe.</p>
<p align="justify"><img class="aligncenter" height="240" alt="" src="http://www.abc.net.au/reslib/200911/r469938_2347307.jpg" width="400" /></p>
<p align="justify">
  <br /><strong><u>A determinação americana</u></strong> </p>
<p align="justify">
<p align="justify">Como os nossos professores de história viviam repetidos inúmeras vezes que os americanos são malvados, várias qualidades deste comedores de hamburguer acabam passando despercebidas. Por exemplo: os caras colocam uma coisa na cabeça e não desistem até conseguirem. Na Segunda Guerra Mundial, eles simplesmente paralizaram toda a produção de automóveis no país, dedicando-se exclusivamente ao esforço de guerra, produzindo equipamentos suficientes para lutar no Pacífico e na Europa, além de armar os britânicos e os soviéticos. E venceram, é claro. </p>
<p align="justify">
<p align="justify">No futebol não é diferente: eles encasquetaram que não querem mais serem meros coadjuvantes. Como dinheiro não compra habilidade, restam-lhes treinamento, disciplina e dedicação. E isso eles têm de sobra, tentam compensar as deficiências técnicas com muito aplicação e vontade. E assim fizeram em todos os jogos da primeira fase, sempre conseguindo buscar o resultado, não desistindo até o último minuto. É uma das seleções mais <font color="#ff0000"><strong>Futebol Força</strong></font> da atualidade.</p>
<p align="justify"><img height="240" alt="Refuse/resist" src="http://www.la-redo.net/wpNew/wp-content/uploads/2010/06/goldonovan-ap.jpg" width="400" /> </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><strong><u>Africanos jogando com gana</u></strong></p>
<p align="justify">Como disse meu amigo <a href="http://www.futebolforca.com/?s=duppy&amp;x=0&amp;y=0">Duppy</a>, “os comentaristas esportivos, que se habituaram a dizer que futebol africano é ‘alegre e inocente’, obviamente ficaram decepcionados com o estilo de jogo apresentado pela seleção de Gana , que segue à risca a cartilha do <strong><font color="#ff0000">Futebol Força</font></strong>: vigor físico, marcação forte e contra-ataques”. </p>
<p><img alt="" src="http://www.starafrica.com/fileadmin/files/sport/FOOT_Ghana_Appiah.jpg" class="aligncenter" width="444" height="333" /></p>
<p align="justify">Pela primeira vez, uma seleção africana não a começa a dar passes de calcanhar ou tentar outras jogadas bonitas tão logo sai na frente do placar. Parabéns pros Black Stars, que se classificaram num grupo difícil, merecidamente venceram um dos times mais coperos desta Copa, e que só não foram mais longe porque no jogo das quartas-de-final do outro lado estava o…</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify"><strong><u>Uruguai</u></strong></p>
<p align="justify">É perda de tempo tentar encontrar os motivos para a brilhante campanha da seleção celeste na África. O correto é tentar entender porque a garra charrua não aparecera nas copas anteriores. O verdadeiro Uruguai é este, o mesmo que calou 200.000 pessoas no Maracanã em 1950, que segurou a Hungria de Puskas até a prorrogação em 54, e não aquele que perdia a repescagam para a Austrália, ou que quando chegava à Copa, não passava da primeira fase. Este time despertou o orgulho de uma nação e a euforia dos admiradores para os quais a garra charrua não era apenas imagens sem cor ou taças oxidadas pelo tempo.</p>
<p align="justify"><img class="aligncenter" height="240" alt="" src="http://www.la-redo.net/wpNew/wp-content/uploads/2010/07/penalsuarez-ap.jpg" width="400" /></p>
<p align="justify"><strong>-Germano Jaeschke Schneider</strong></p>
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		<title>futebolforca.com na Europa – Amsterdã</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 13:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Germano Jaeschke Schneider</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura do futebol]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Força]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Europeu]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Holandês]]></category>

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Garotas em vitrines, cervejas encorpadas, uma certa erva liberada em muitos estabelecimentos comerciais… enfim, para quem quer fazer um retiro espiritual ou refletir sobre as problemáticas da sociedade contemporânea, não há melhor lugar que Amsterdã. Contudo, um fã do futebol força e de resultado será recompensado ao quebrar sua paz de espírito quando explorar um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303622.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303622-300x225.jpg" alt="p12303622" title="p12303622" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1740" /></a></p>
<p align="center"><div id="attachment_1743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12304191.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12304191-225x300.jpg" alt="Ajax’s golden boys" title="p12304191" width="225" height="300" class="size-medium wp-image-1743" /></a><p class="wp-caption-text">Ajax’s golden boys</p></div></p>
<p align="justify">Garotas em vitrines, cervejas encorpadas, uma certa erva liberada em muitos estabelecimentos comerciais… enfim, para quem quer fazer um retiro espiritual ou refletir sobre as problemáticas da sociedade contemporânea, não há melhor lugar que Amsterdã. Contudo, um fã do futebol força e de resultado será recompensado ao quebrar sua paz de espírito quando explorar um pouco do que o futebol neerlandês tem a oferecer. </p>
<p align="justify">A Holanda não está no grupo das grandes seleções do futebol, mas tem uma história que não pode ser desprezada. Uma das primeiras lembranças que tenho do futebol vem de 1988, quando holandeses e alemães fizeram uma partida fantástica, na qual a seleção holandesa se vingou da derrota sofrida na final da Copa de 74 ao bater a Alemanha por 2&#215;1. Desde então, passei a admirar o talento de jogadores com Van Basten, Gullit, Koeman, Rijkaard, Bergkamp, Davids etc, ao mesmo tempo em que fui me inteirando a respeito do futebol holandês. Portanto, mesmo sem conseguir um ingresso para ver Ajax x Roda JC, fiquei na expectativa de que minha breve passagem de três dias por Amsterdã fosse proveitosa em termos futebolísticos, especialmente depois de ter passado um tempo em Paris, onde conheci a relação fria e distante que os franceses tem com o futebol. </p>
<p align="justify">Relato a partir de agora o que vivenciei na capital holandesa.</p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1250462.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1250462-300x225.jpg" alt="p1250462" title="p1250462" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1746" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230355.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230355-225x300.jpg" alt="p1230355" title="p1230355" width="225" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-1747" /></a></p>
<p align="justify"><b>Museu do Ajax </b></p>
<p align="justify">Depois de se passar pela loja oficial do clube, pode-se conhecer em maiores detalhes a rica história do tetracampeão da Liga dos Campeões, que está disposta num espaço muito bem planejado e que oferece ao visitante farto material que data desde a fundação da equipe (18 de março de 1900). Na área central do museu ficam os principais troféus conquistados pelo ex-time de Cruyff e, ao seu redor, há informações (data, local, adversário etc) e até mesmo algumas lembrancinhas dos adversários derrotados. Um deles é o Grêmio de Luiz Felipe Scolari, que estoicamente conseguiu empatar no tempo normal e na prorrogação contra a última grande equipe do Ajax, mas que perdeu nos penais. O nome do torneio em questão ainda causa controvérsia, pois alguns chamam a Copa Toyota de “Mundial Interclubes”, no entanto, os holandeses demonstram um grande conhecimento geográfico ao batizá-la de “Taça Intercontinental”. </p>
<p align="justify">Em sua área periférica, o museu mostra dezenas de fotos e objetos de toda sorte que mostram ao turista como a mística do Ajax foi construída ao longo do tempo. Além disso, entre uma e outra curiosidade, é possível assistir a trechos de jogos históricos, ver uma prova escolar feita pela versão adolescente de Marco Van Basten, ou conferir uma relação de todos os jogadores revelados pelo clube que vestiram a camisa da Oranje.</p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230393.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230393-300x225.jpg" alt="p1230393" title="p1230393" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1748" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303811.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303811-300x225.jpg" alt="p12303811" title="p12303811" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1750" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230389.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230389-300x225.jpg" alt="p1230389" title="p1230389" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1753" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303881.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303881-225x300.jpg" alt="p12303881" title="p12303881" width="225" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-1759" /></a></p>
<p align="justify"><b>Amsterdam ArenA</b></p>
<p align="justify">O passeio ao redor do moderníssimo Amsterdam ArenA vale a pena. O turista fica bem próximo ao gramado e tem acesso a diversos lugares, tais como: as arquibancadas, a sala de entrevistas coletivas, as cabines de imprensa e os camarotes VIP. Conforto e organização, como era de se esperar, tem cadeira cativa.</p>
<p align="justify">Outro atrativo é o fato do local muitas vezes se tornar um ponto de encontro de torcedores de equipes dos mais diversos países, o que sempre garante um intercâmbio divertido. Quando estive lá, torcedores do Liverpool, do Real Zaragoza, do Kaiserslautern, do Genoa, entre outros, se confraternizavam e conversavam sobre suas respectivas ligas e seleções nacionais – chega a ser espantoso o respeito que todos tem perante a seleção brasileira.</p>
<p align="justify">Os torcedores visitantes que tentarem arranjar encrenca não vão se dar bem porque, de acordo com a guia, eles devem ir ao estádio de metrô (são escoltados pela polícia), tendo que descer na estação <i>Bijlmer ArenA, </i>onde são obrigados a percorrer um caminho já destinado a eles. Ou seja, a chance de haver conflito entre torcidas rivais é mínima.</p>
<p align="justify">Em poucas palavras, o Amsterdam ArenA é simplesmente impecável. </p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230370.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230370-300x225.jpg" alt="p1230370" title="p1230370" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1761" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230415.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230415-300x225.jpg" alt="p1230415" title="p1230415" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1762" /></a></p>
<p align="justify"><b>Mulheres</b></p>
<p align="justify">Ainda são poucas as mulheres que não restringem seus comentários à aparência dos jogadores, mas não se surpreenda ao conversar com uma bela holandesa que saiba de futebol. Nos poucos dias passados na Holanda, tive as maiores demonstrações do conhecimento e envolvimento feminino no esporte bretão.</p>
<p align="justify">A guia do Amsterdam ArenA deve apresentar as mesmas atrações constantemente, mas não tem aquela fluência de quem repete o mesmo discurso todo dia. Além de explicar nos mínimos detalhes cada centímetro do estádio, ela demonstra seu conhecimento ao responder prontamente a qualquer pergunta feita pelos visitantes, tendo na ponta da língua o nome e a posição dos jogadores, o esquema tático, fatos históricos, entre outros. Quis saber qual era o grande astro do Ajax hoje em dia, e ela não hesitou ao dizer o nome do uruguaio Luis Soáres. Eu nem perguntei por que, mas ela justificou sua resposta ao afirmar que os gols marcados pelo artilheiro são obviamente importantes, porém, o que mais cativou e chamou a atenção dos amsterdaneses foram a gana e o comprometimento do atacante charrua, o que fica evidente num trecho por ela proferido: <i>“ele joga com uma vontade sem igual, difícil de ser encontrada hoje em dia. Se tiver que passar por cima dos zagueiros adversários para roubar a bola, ele sem dúvidas o fará”</i>. Afirmei que, em se tratando de uruguaios, isso é o mínimo que se espera, então ela disse que seria uma boa ideia contratar toda a seleção uruguaia de futebol – ironicamente, na semana seguinte, o Ajax anunciou a contratação do jovem Nicolás Lodeiro.</p>
<p align="justify">Por causa do rigoroso inverno holandês, fui obrigado a usar um dos souvenirs, um cachecol do Ajax, para me proteger dos oito graus negativos. Após poucos minutos, me deparo com um trio holandês (duas mulheres e homem), então uma das garotas diz algo que faz com que todos olhem e riem em minha direção. Usei o meu pobre, monossilábico e decorado holandês para dizer que não entendi nada, mas a deslumbrante torcedora do Roda JC traduziu sua provocação (“vou tirar este cachecol de você”). Disse então, em tom jocoso, que não era holandês, tampouco torcedor do Ajax; só estava me aquecendo e não queria ser agredido. Eles riram ainda mais, e depois passamos alguns minutos conversando sobre as atrações de Amsterdã e, um pouco, sobre futebol. Por algum motivo que desconheço, eles se surpreenderam quando informei minha nacionalidade, mas ficaram mais propensos a falar de futebol. A torcedora “rodista” (rodense ou rodiana?) elogiou a qualidade dos futebolistas brasileiros, recordou as partidas entre Brasil e Holanda nas Copas de 94 e 98, e mostrou um certo receio caso houvesse mais uma partida entre estas seleções. Por fim, ela me perguntou se eu conhecia seu time, e ficou feliz quando afirmei que sim e que já assistira a uns dez jogos do Roda nas transmissões da Eredivisie pela TV.</p>
<p align="justify">Já conheci torcedoras de muitas nacionalidades que amam suas equipes e que gostam de futebol, mas foi na Holanda onde pude primeiramente presenciar uma mulher discorrendo sobre as variantes do 4-3-3, ou conversando com interesse sobre futebol sem a necessidade de haver um jogo decisivo, de maior apelo. </p>
<p align="center"><div id="attachment_1763" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230452.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p1230452-300x225.jpg" alt="Red Light District" title="p1230452" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-1763" /></a><p class="wp-caption-text">Red Light District</p></div></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12302962.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12302962-300x225.jpg" alt="p12302962" title="p12302962" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1768" /></a></p>
<p align="justify"><b>Decepção gringa</b></p>
<p align="justify">Imagina-se que todo brasileiro simpatize com um estilo de jogo alegre, vistoso e necessariamente ofensivo. Em solo tupiniquim, um apreciador do futebol força e de resultados é visto como uma aberração, como alguém que ainda não aprendeu a admirar o que supostamente há de melhor no futebol. Similarmente, o mesmo tende a ocorrer no exterior.</p>
<p align="justify">Muitos estrangeiros ficaram decepcionados comigo por causa de minha predileções. No passeio pelo Amsterdam ArenA, durante as pausas, todos se perguntavam a respeito de suas preferências futebolísticas. Um polonês me perguntou qual era o melhor jogador brasileiro do momento, então lhe respondi: “é complicado porque o Júlio César, o Maicon e o Lúcio estão numa fase espetacular. Pode ser qualquer um destes três”. Ele ficou visivelmente desapontado, e pediu para eu escolhesse um atacante. Logo, afirmei que o Adriano era o melhor de todos, desde que estivesse concentrado apenas em jogar futebol. O torcedor do Wisla Kraków falou que Robinho e Ronaldinho Gaúcho eram os melhores por sua magia, e que imaginara que todos brasileiros pensassem o mesmo.</p>
<p align="justify">Um senhor genovês frisou que não gostava do estilo da seleção brasileira atual: “é um time muito duro”. Então, lhe falei que concordava com o Dunga porque o que interessa é jogar para ganhar, marcando forte e partindo para os contra-golpes. Em 1982, por exemplo, o Brasil divertiu o mundo em 1982, mas não levou o caneco. O torcedor do Genoa disse que a Itália foi a campeã em campo, porém, “a seleção que encantou o mundo foi o Brasil”. Disse-lhe que não era fã de futebol circense, que alegra e não ganha nada. Ele riu e sugeriu que eu torcesse pela Itália ou pela Alemanha.</p>
<p align="justify">Aconteceram alguns outros casos que poderiam exemplificar tal desilusão, mas o que importa é a constatação de que um brasileiro, fã de um estilo mais pragmático, tende a ser visto como ovelha negra não só em sua terra natal, mas também em outros países.</p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303971.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/07/p12303971-300x225.jpg" alt="p12303971" title="p12303971" width="300" height="225" class="aligncenter size-medium wp-image-1771" /></a></p>
<p align="justify">Futebolisticamente falando, os três dias na capital holandesa foram muito melhores do que duas semanas em Paris. Não há em Amsterdã o clima blasé de Paris, muito pelo contrário: não é difícil encontrar alguém que manifesta sua paixão pelo futebol no dia-a-dia. A educação, a hospitalidade e a simpatia dos batavos motivam um futuro retorno, no qual conhecerei o restante do país e os outros grandes clubes do futebol holandês (Feyenoord e PSV Eindhoven). Em consequência ao excelente tratamento que recebi, também me tornei um simpatizante da Oranje, e sem dúvidas torcerei por seu sucesso nas próximas edições da Eurocopa; em Copas do Mundo, espero que siga o mais longe possível, na medida em que não haja o confronto contra certas seleções. </p>
<p align="justify"><strong>-Duppy</strong></p>
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		<title>Da artificialidade das torcidas modernas</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 20:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Pilotti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura do futebol]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

		<category><![CDATA[Barra-Brava]]></category>

		<category><![CDATA[Grêmio]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre fui um assíduo frequentador dos estádios brasileiros.   Já estive, além do Beira-Rio e do Olmpíco em Porto Alegre, no Centenário, Alfredo Jaconi, Montanha dos Vinhedos, Estádio Antônio Vieira Ramos, Vila Belmiro, Morumbi, Pacaembu, Brinco de Ouro e outros&#160; tantos, tudo isso, nos anos 90 ainda.    O que sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Eu sempre fui um assíduo frequentador dos estádios brasileiros.   <br />Já estive, além do Beira-Rio e do Olmpíco em Porto Alegre, no Centenário, Alfredo Jaconi, Montanha dos Vinhedos, Estádio Antônio Vieira Ramos, Vila Belmiro, Morumbi, Pacaembu, Brinco de Ouro e outros&#160; tantos, tudo isso, nos anos 90 ainda.    <br />O que sempre me chamou atenção nestes estádios foi a paixão da torcida local, o comprometimento de cada ser ali com o seu clube, e principalmente, a festa das torcidas, todas sempre empurrando o seu clube.    </p>
<p align="left">Desde NICV e C12 no Inter, passando pela SRG e TI do SPFC. Todas sempre foram criticadas pela violência e pelo massiv apelo à venda dos seus produtos e com o passar dos anos, principalmente, ao suposto amor maior para com a Torcida Organizada (TO) do que com o clube em sí.   </p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/torcida-inter.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="C12" border="0" alt="C12" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/torcida-inter-thumb.jpg" width="244" height="168" /></a> <a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/torcida-gremio.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="SRG" border="0" alt="SRG" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/torcida-gremio-thumb.jpg" width="244" height="166" /></a> </p>
<p align="center"><em>Antigas torcidas de GFPA e Inter</em></p>
<p align="left">Uma tradição que começou nos anos 40 com o Vicente Rao no Inter no seu Departamento de Cooperação e Propaganda, e as suas buzinas, faixas e outros adereços - aprendam novas gerações, o apelido<em> &quot;MACACO&quot;</em> para os colorados advém desta época, onde os torcedores colorados, advindos de bairros mais pobres como o Areal Da Baronesa, pulavam e gritavam durante todo embate<em> &quot;feito macacos&quot;</em> segundo os aristocráticos torcedores do co-irmão tricolor.     <br />E que foi se perpetuando anos afora, com outras torcidas surgindo, bandeirões foram inseridos, a cultura de torcer por futebol - esporte dado à estudantes, botequeiros&#160; e boêmios na sua gênese - até culiminar em um novo movimento no Brasil, em 2001 aproximadamente, a o Grêmio - ou seria Portoalegrense ? - representado na sua torcida começou o movimento denominado &quot;Geral do Grêmio&quot;. </p>
<p align="left">Um grupo de torcedores desorganizados começou a se reunir atrás do gol, popular geral, levando seu próprios cartazes - ou melhor <em>trapos</em> - camisas pintadas a mão com dizeres de incentivo e, principalmente, com um forte reconhecimento ao futebol platino, era a gênese desse estilo de torcer comum aos hermanos argentinos, principalmente, mas que teve no Brasil a sua gênese com a <em>“Alma Castelhana” </em>nesse ano mesmo. As frases em &quot;portunhol&quot; começaram a povoar os arredores do estádio Olímpico e termos como <em>&quot;cancha&quot;, &quot;alento&quot; e &quot;copar&quot;</em> logo acabaram se incorporando ao vocabulário dos geraldinhos. E como tudo neste universo, desde 1909, isso logo nos levou à uma resposta do Inter, onde então, nascia a <em>&quot;Popular do Inter&quot;</em> com o mesmo mote (aprendam não gaúchos, tudo que um clube faz, o outro também faz, desde Figueroa x Ancheta).    <br />A barras, como são chamadas esses desorganizações de torcedores, logo ganharam notoriedade no país todo, foram matéria em jornais grandes e programas esportivos - alguns idôneos, outros, nefastos - e o fenônome<em> &quot;b@rr@-br@v@&quot;</em> tinha tomado conta do país, a linda festa inspirada nos times argentinos tinha se tornada uma febre, e então, foi o início do fim.    </p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/torcida-gremio3.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Geral do GFPA" border="0" alt="Geral do GFPA" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/torcida-gremio3-thumb.jpg" width="244" height="183" /></a><em> Geral do GFPA</em></p>
<p align="left">Antes o estádio era local de um catarse coletiva, o estário era um ser vivo e pulsante. Todos ali estavam reunidos pelo mesmo motivo: O clube.    <br />Ali choravámos, bebíamos, gritávamos e nos forçavámos à ser guerreiros anônimos. Cuecas sujas ganhavam jogos e camisetas rasgadas eram o motivo de gols. A veste era a camisa mais antiga, talvez daquele título de 92 ou daquela eliminação prematura em 89. O importante era ter uma identidade. Sair de lá rouco e, nem sempre, feliz. Ir ao estádio era tarefa para aqueles que se sujeitavam ao cimento frio e úmido. Fotos eram raras, quase sempre no &quot;<em>aquece</em>&quot; e sem o glamour de serem colocadas no orkut depois. Twitadas do estádio ? Sequer leva-se algum eletrônico que não fesse um rádio barato - que depois poderia ser arremessado no árbitro ou no treinador, conforme a coisa andasse - até porque não existiam baratas camêras ou celulares com 100MP de resolução. As músicas que embalavam não viravam toques polifônicos, as camisetas não tinham 10 mil modelos e as gírias usadas lá dentro eram as mesmas usadas lá fora.</p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/popular.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Popular do Inter" border="0" alt="Popular do Inter" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/popular-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a><em> Popular do Inter</em></p>
<p align="left">Hoje não, o estádio é uma festa. Se tivesse um garçom, fumaça e drinks elaborados, provavelmente iria ser impossível distinguir se estamos ali para torcer ou para tentar trovar alguma mulher. Sim, as antes raras e cumpridoras mulheres nos estádios, que sabia do esporte, conheciam o seu clube e o seu time, que discutiam de igual para igual com todos os homens ali, e eram respeitadas, agora se transformaram em patricinhas bem vestidas, acompanhadas de amigos<em> &quot;clubbers&quot;</em> e embaladas ao som da <em>&quot;banda más loka del mundo&quot;.</em></p>
<p align="left"></p>
<p> <a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/dc.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="DC - Barra" border="0" alt="DC - Barra" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/dc-thumb.jpg" width="244" height="164" />
<p align="center"></p>
<p>   <em>O&#160; DC United também tem a sua barra</em></a>
<p>Logo tornou-se lugar comum falar <em>&quot;borracho y loco&quot;.</em> Afinal, todo mundo DEVE ficar bêbado e &quot;alentar sin parar&quot; num jogo. Críticas ? De maneira nenhuma, não importa se o seu treinador coloca um volante na lateral e um zagueiro no ataque, se você não alentar, será corneta. E lugar de corneta é em casa, vendo o PPV, não na &quot;casa&quot; torcendo e segurando a <a href="mailto:&ldquo;b@rr"><em>“b@rr</em></a><em>@”.</em></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/bocalabarra.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="La 12" border="0" alt="La 12" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/bocalabarra-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> <a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/cariverplate.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="Los Borrachos del Tablón" border="0" alt="Los Borrachos del Tablón" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/05/cariverplate-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a>     <br /><em>La 12 e Los Borrachos del Tablón – As fontes de inspiração das barras gaúchas</em></p>
<p>Torcer então voltou a ser um negócio, temos os torcedores profissionais que são pagos para torcer, nada mais. Transformamos o estádio num palco, numa passarela de vaidades. brigas internas pipocaram muito mais do que na época da TO&#8217;s e o sentimento de que a torcida é maior do que o clube chegou até em quem NUNCA frequentou uma barra (esses ditos <em>&quot;amargos que não cantam&quot;)</em> e no final, copiamos muito bem os hermanos platinos, no que tinham de melhor e no que tinham de pior.    <br />O futebol, antes mais do que um esporte, acabou virando uma caricatura. Um arremedo. TO&#8217;s e <em>b@rr@as</em> vivem tranquilamente, cada uma com a sua maneira, cada uma com a sua violência, as TO&#8217;s mais minguadas e as<em> b@rr@as</em> mais numerosas e menos pro clube, sempre preocupados com quem canta mais, quem tem mais bobinas e quem compõe os melhores &quot;cantos&quot; do estádio. Pouco importa quem ganha ou perde, as críticas inexistem mesmo, o importante é torcer, tirar fotos e gravar vídeos, afinal, o orkut, youtube e assemelhados estão sedentos para saber como nós<em> &quot;alentamos sin parar, hasta morrir&quot;.</em></p>
<p><strong>- Guilherme &quot;Amargo&quot; Pilotti</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><em>- Todas as imagens foram retiradas da internet sob CC.</em></p>
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		<title>O Inferno do futebol força</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Germano Jaeschke Schneider</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônicas da Bola]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Força]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Moderno]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Tive o prazer de ler recentemente A Divina Comédia, obra maior do poeta italiano Dante Alighieri em que ele narra uma viagem fantástica através dos reinos do Inferno, do Purgatório e do Paraíso, dividindo-os em círculos para unir pecadores e almas salvas em categorias semelhantes (círculo infernal dos furiosos e paradisíaco dos que combateram pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Tive o prazer de ler recentemente A Divina Comédia, obra maior do poeta italiano Dante Alighieri em que ele narra uma viagem fantástica através dos reinos do Inferno, do Purgatório e do Paraíso, dividindo-os em círculos para unir pecadores e almas salvas em categorias semelhantes (círculo infernal dos furiosos e paradisíaco dos que combateram pela fé cristã, por exemplo). O autor florentino, que também participava da vida política de sua cidade, passou por perseguições, traições e inclusive foi exilado, em episódios que renderam-lhe inimigos - todos castigados na obra.</p>
<p align="justify">Decidi então fazer uma adaptação de parte desse épico, mas voltada para o futebol força. Claro que fiz algo bem simples (não tenho nem pretensão de me aproximar da obra de Dante) e me restringi apenas ao primeiro reino.<span id="more-1711"></span> Talvez um dia tome vergonha na cara e escreva sobre o Paraíso força também, mas não sei se conseguiria escrever um Purgatório - já que, aqui, o meio termo é um tanto vago. Tentei citar exemplos para cada círculo, mas o primeiro não terá acusações nominais já que é muito abrangente. Só uma breve introdução para quem não leu a obra: os nove círculos são dispostos na forma dum funil, com o primeiro no topo sendo o mais largo e o nono sendo o mais estreito na base. Todos são abrasados, exceto o último, que é gelado e é onde Lucífer passará a eternidade mascando os traidores Judas, Brutus e Cassius - isso no original, já que não segui os critérios de Dante para julgamento dos condenados.</p>
<p align="justify"><b>Primeiro círculo - Inimigos dos torcedores</b></p>
<p align="justify">Antes de sermos apreciadores do futebol força, somos fãs do esporte bretão. Assistimos até partidas de categorias inferiores, gastamos tempo (e dinheiro), tomamos chuva indo ao estádio. Essa paixão toda, no entanto, esbarra em obstáculos vindos de dentro do próprio mundo da bola - pior, às vezes até do próprio clube: dirigentes corruptos, horários absurdos, contratações questionáveis, policiais que tratam torcedores como bandidos&#8230; enfim, há inúmeras provações para quem se aventura a ir ver seu time jogar. Cartolas incompetentes, policiais despreparados e os responsáveis pela elaboração das tabelas (sejam das federações, sejam da Globo) merecem ser punidos vendo ininterruptamente partidas de nível técnico horroroso que começam às 21:45, com direito a sofrer agressões de quem faz a segurança (?) do local.</p>
<p><div id="attachment_1714" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/sessa.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/sessa-300x269.jpg" alt="Isso não é jogar com raça" title="sessa" width="300" height="269" class="size-medium wp-image-1714" /></a><p class="wp-caption-text">Isso não é jogar com raça</p></div></p>
<p align="justify"><b>Segundo círculo - Jogadores desleais</b></p>
<p align="justify">A história não deixa de se repetir: um novato entra na FAECV, abre um tópico e posta o vídeo de alguma agressão gratuita com o comentário &quot;Isso que é futebol raçudo!&quot;. Não, um carrinho criminoso que deixará um colega de profissão fora dos gramados por meses não é sinônimo de raça. Jogadores desleais como Marco Materazzi, Domingos e Fábio Costa serão condenados a este setor e encontram seus fãs para que todos possam se bater até o dia do juízo final - e para que os espectadores possam sentir na pele as agressões que os fizeram sorrir.</p>
<p align="justify"><b>Terceiro círculo - Firulentos</b></p>
<p align="justify">Não que seja realmente um mal, mas por ser a antítese do que os membros da comunidade apreciam, o &quot;futebol moleque e descompromissado&quot; recebe o seu círculo. Quem nunca se desesperou por ver algum atacante do seu time tentar um drible a mais e perder um gol? Ou ainda, aquele jogador ciscador que tem lugar cativo entre os onze titulares porque sempre dribla, pedala, levanta a torcida&#8230; mas não faz nada que efetivamente ajude o time? Jogadores como Denílson e Rico (ambos ex-São Paulo) são transformados em focas malabaristas como punição por seus dribles inúteis.</p>
<p align="justify"><b>Quarto círculo - Estúpidos</b></p>
<p align="justify">Algumas situações críticas ou até vexatórias são criadas por ações e escolhas equivocadas, dentro e fora de campo. Exemplos: o carrinho-coice de Márcio Nunes em Zico; a expulsão por reclamação do atacante ponte pretano Rui Rei contra o Corinthians na final do Paulista de 1977 (serei extremamente bondoso com o ex-jogador e não considerarei as especulações de que ele se vendeu) ou escalações bizarras em jogos decisivos (para pegar um exemplo ainda fresco, Richarlysson titular no jogo de volta das semis do Paulista). O castigo para quem faz essas escolhas duvidosas, sejam jogadores, técnicos ou dirigentes, será passar pela angústia e aflição que suas vítimas sofreram até o fim dos tempos - desde o adversário contundido ao torcedor que viu o título escapar entre seus dedos.</p>
<p><div id="attachment_1716" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/andreluiz1.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/andreluiz1-300x201.jpg" alt="André Luiz, zagueiro botafoguense em berserk " title="andreluiz1" width="300" height="201" class="size-medium wp-image-1716" /></a><p class="wp-caption-text">André Luiz, zagueiro botafoguense em berserk </p></div></p>
<p align="justify"><b>Quinto círculo - Coléricos</b></p>
<p align="justify">Local de punição para jogadores destemperados que faltaram com seus times em momentos decisivos por falta de controle. Entram aqui também aqueles que caem na provocação do adversário, pois não tiveram sangue frio para ignorar a catimba - ou, pelo menos, para revidar num momento mais oportuno. Apesar de toda a minha admiração, tenho que ser coerente e colocar o maestro francês Zinedine Zidane nessa área, já que sua cabeçada em Materazzi pode ter custado uma Copa do Mundo a &quot;les bleus&quot;. Além dele, o meia chileno Valdívia também sofreu expulsões por não conseguir controlar seus ânimos durante as partidas. Que seus momentos de fúria sejam prolongados, para que se agridam, se batam e rasguem as próprias carnes.</p>
<p align="justify"><b>Sexto círculo - Traidores de rivalidades</b></p>
<p align="justify">Hoje já não se acredita mais em amor ao clube e, muitas vezes, o torcedor quer apenas que o jogador &quot;dê o sangue&quot; dentro de campo - isso, inclusive, geralmente é a única coisa que se pede dos jogadores de técnica limitada. No entanto, quando alguém se destaca e cria uma forte identificação com um time, a torcida desenvolve um certo ciúme, talvez, e não quer ver aquele ídolo em outro clube, muito menos no rival. Ronaldo traiu duas das principais rivalidades europeias: explodiu no Barça, passou pela Inter de Milão (clube que apoiou seu tratamento mesmo quando o mundo já o dava como um ex-jogador), se tornou um galáctico no Real Madrid e, queimado após a Copa de 2006, foi acolhido pelo Milan. Jogadores que trocam de camisas que com essa facilidade merecem receber uma nova face na parte de trás da cabeça para receberem cusparadas de dois lados.</p>
<p align="justify"><b>Sétimo círculo - Pop stars</b></p>
<p align="justify">Um dia o futebol já foi um esporte coletivo. Era mais importante o bem comum do que o triunfo pessoal e o plural era sempre mais importante do que o singular nas declarações. No entanto, o futebol foi arrastado junto com o resto do mundo para o buraco do individualismo e equipes que beiravam o fascismo com sua supressão do indivíduo, hoje servem apenas como trampolim para jogadores que querem mais câmeras, microfones e fotografias. Atletas como Cristiano Ronaldo, Neymar, Cissé, Balotelli e Daniel Alves, que se esforçam para ser manchete pelo que fazem fora de campo, que se preocupam mais com o próprio visual do que em treinar fundamentos e que tratam o resto do mundo com arrogância (desde o jornalista esportivo ao torcedor comum) têm como algoz a perda da individualidade: condenados a vagar sem rosto, não reconhecem os outros e também não são reconhecidos.</p>
<p align="justify"><b>Oitavo círculo - Mercenários</b></p>
<p align="justify">&quot;Money, it&#8217;s a crime&quot;. Seguindo o evangelho de São Roger, reunirei aqui os obcecados por dinheiro. Robinho, claro, é o exemplo mais nítido de habitante desse círculo, pois o jogador fez o que pôde para deixar o Santos, depois embirrou que precisava sair do colosso Real Madrid crente que jogaria no Chelsea e acabou no modesto Manchester City. Hoje, emprestado de volta ao clube da Vila Belmiro, comemora cada gol com a certeza de que sua moral está voltando lá fora (e que, um dia, será o melhor jogador do mundo). Outro exemplo de jogador que considero mercenário é o que só joga quando lhe convém, como é o caso do meio-campista Tinga, da Ponte Preta. Quase não se nota sua presença em jogos contra equipes como Rio Claro, Monte Azul e Mirassol, mas o jovem vira um leão em campo quando enfrenta Palmeiras, São Paulo e Corinthians. Certamente que ele não aprendeu a jogar na véspera de cada um desses jogos, o problema é a má vontade em todos os outros. Creio que um círculo retrô, com jogadores tendo que manter um emprego e disputando partidas apenas por paixão seria uma forma justa de punição.</p>
<p align="justify"><b>Nono círculo - Os papas da arte</b></p>
<p align="justify">Assim como Dante, reservei este círculo para apenas três pessoas que considero arautos do futebol arteiro, pois ajudaram a espalhar aos quatro ventos a postura &quot;boleragih ferah&quot; que já começa a poluir os gramados brasileiros. O primeiro seria Ronaldinho Gaúcho, protagonista da campanha &quot;Joga Bonito&quot;, da Nike - conjunto de anúncios em que o gol é apenas um detalhe e que fez milhares de jovens terem uma visão deturpada do que é futebol. O segundo habitante é Armando Nogueira, jornalista esportivo que combateu com unhas e dentes o futebol força e de resultado, inclusive com torcida contrária (caso de Grêmio x Ajax no Mundial de 95, por exemplo, em que esqueceu a demagogia do &quot;_____________ é Brasil no Mundial!&quot;). </p>
<p><div id="attachment_1717" class="wp-caption aligncenter" style="width: 309px"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/teixeira.jpg"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/teixeira.jpg" alt="Teixeira não poderia ficar de fora" title="teixeira" width="299" height="224" class="size-full wp-image-1717" /></a><p class="wp-caption-text">Teixeira não poderia ficar de fora</p></div></p>
<p align="justify">Finalmente, o último morador deste círculo é Ricardo Teixeira, cacique eterno da CBF. O cartola transformou a seleção brasileira e os clubes do país em meras vitrines para vendas de jogadores, principalmente com o apoio da lei Pelé e ligações obscuras com a Nike, empresa que veste o selecionado (e que, teoricamente, escala atletas). Além disso, escalações de peças fundamentais do elenco dos clubes para jogos e até torneios internacionais de menor importância muitas vezes atrapalharam as entidades a quais eles pertenciam, como o Santos na Libertadores de 2005 ou a Ponte Preta na Copa do Brasil de 2001 (Robinho no Peixe, Washington na Macaca). Toda essa ficha corrida enfraqueceu o futebol em si, além da sua prática de maneira mais aguerrida - já que se passou a ser mais frequente a preocupação em ir à Europa do que marcar o nome na história dum clube daqui, criando o individualismo e a sede de dinheiro citados acima. Além do mais, a facilidade com que o cartolaço cedeu às mudanças de horário impostas pela Globo o configura como o maior inimigo dos torcedores, já que preteriu a alma do esporte. Portanto, Teixeira, Nogueira e Ronaldinho são condenados ao martírio de serem moídos pelo restante dos séculos sob as travas da chuteira dum Felipão de quarenta jardas de altura.</p>
<p align="justify">Só uma nota: este texto é uma brincadeira minha e não expressa o pensamento dos membros da comunidade, que podem discordar de algumas condenações ou até mesmo de alguns dos círculos. E se me plagiarem de novo, não posso ameaçar fazer muita coisa além de encher a caixa de e-mails do calhorda sujo que fizer a cópia.</p>
<p align="justify"><strong>- Luiz Bomfim Fabiano</strong></p>
<p align="justify"><font color="#c0c0c0">Imagens:</font></p>
<p align="justify"><font color="#c0c0c0">1-www<font color="#808080">.</font><a title="http://valechumbar.com/" href="http://valechumbar.com/"><font color="#808080">valechumbar.com/</font></a></font></p>
<p align="justify"><font color="#808080">2- Blog Mercado Futebol</font></p>
<p align="justify"><font color="#808080">3- Esporte IG</font></p>
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		<title>Fugurinhas do Futebol For&#231;a: Osvaldo Juan Zubeld&#237;a Chidichino</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 18:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Pilotti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Clássicos]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Força]]></category>

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		<category><![CDATA[Futebol Argentino]]></category>

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		<description><![CDATA[Nasceu em Junín, Argentina 24 de Junho de 1927, falecido em Medellín, Colômbia em 17 de Janeiro de 1982.
&#160;“A la gloria no se llega por un camino de rosas&#34;
Esta é a frase de um dos maiores técnicos de futebol do mundo, mas que para mim é o melhor de todos os tempos , tanto pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nasceu em Junín, Argentina 24 de Junho de 1927, falecido em Medellín, Colômbia em 17 de Janeiro de 1982.</p>
<p align="center"><strong><i><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/ooso.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="OOSO" border="0" alt="OOSO" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/ooso-thumb.jpg" width="138" height="244" /></a>&#160;</i></strong><i>“A la gloria no se llega por un camino de rosas&quot;</i></p>
<p>Esta é a frase de um dos maiores técnicos de futebol do mundo, mas que para mim é o melhor de todos os tempos , tanto pela sua inteligência quanto por sua “esperteza” na beira do gramado.</p>
<p>Na verdade escrevi muito pouco sobre El Flaco Zubeldía, até porque sua carreira é vasta e gloriosa.</p>
<p>Zubeldía chegou no Estudiantes em 1965, com a missão de evitar o rebaixamento do Pincha, até porque naquela época era o que restava para o Estudiantes, fugir do descenso. Mas com a mentalidade de muito trabalho, entrega e profissionalismo três anos depois chegou à maior glória que um clube pode alcançar: Campeão da Copa Libertadores da América.</p>
<p>Muitos o chamaram de “antifutebol”, porém o que eu vejo neste homem humilde e trabalhador é um revolucionário do futebol (não confunda com modernismo, que isso me dá calafrios, até nele lá encima). O acusam de ser o senhor do Antifutebol tendo dentro das quatros linhas os seus Detratores, capitaneados por Carlos Salvador Bilardo. Acusavam os Detratores de Zubeldía de usarem alfinetes para picar suas vítimas, atirar punhados de terra na cara de seus adversários, de agressões físicas e verbais, de catimbar cada segundo, de chutar a pelota pra qualquer lado e distância (pô isso aqui é futebol ou o que??!!), de usar estiletes para sangrar seus adversários, de intimidar os árbitros e tantas outras coisas.</p>
<p>Isso foi o lado dos bons moços do futebol que reclamam até hoje de Zubeldía e seus Detratores, esses bons moços que hoje tem verdadeiros orgasmos múltiplos quando vêem um gramado verdinho e plano como um tapete, desses bons moços New Generation que ficam loquitos da vida quando olham um campeonato europeu, geração Nike, geração “Guerreiros” da Brahma e tantas outras imundícies que o futebol moderno traz graças a esses bons moços futebolísticos.</p>
<p>Mas esquecem que o time de Zubeldía sabia jogar FUTEBOL, eles não jogavam bola, isso quem faz é da turma do Robinho e Cia (vide o Santos do Pelé hoje). Os jogadores de Zubeldía eram polivalentes, zagueiros podiam jogar de laterais, volantes de zagueiros, volantes até de meia jogavam, tudo conforme as necessidades impostas pelo adversário, tal quais as formações táticas propostas por Zubeldía. A preparação física e psicológica (apenas hoje vemos psicólogas ajudando os clubes) também era usada. El Flaco revolucionário, usava a concentração antes dos jogos naquela época, usava a chamada linha burra ou fuera de juego, inovou também na &quot;bola parada&quot; em cobranças de escanteio.   <br /> Naquela época, quase todos os escanteios eram cobrados no &quot;segundo pau&quot;.     <br />Zubeldia ensaiou com grande êxito o escanteio através de cobranças &quot;fechadas&quot;, onde os dois jogadores inicialmente posicionados na pequena área, faziam o deslocamento em direção oposta a meta, confundindo os zagueiros e abriando espaço para a penetração do alto centroavante Conigliaro, que se deslocava, vindo de trás e se antecipava ao goleiro. Os treinamentos diários e em dois turnos. As cobranças de escanteios cobrados de pé trocado para surpreender os goleiros.</p>
<p>El Flaco Zubeldía conseguiu revolucionar até o futebol colombiano! Na ocasião em que treinou o Nacional de Medellín entre 1976 á 1981, sendo campeão em 76 e 81 respectivamente, marcou na terra dos cafezais uma palavra que faltava para eles: trabalho. Francisco Maturana que foi seu jogador confirma sobre os ensinamentos de Zubeldía: </p>
<blockquote><p><i>“Nos enseñó que el trabajo es la clave fundamental para el éxito, porque antes de la llegada de Osvaldo, éramos demasiados distraídos en esos aspectos”</i>.</p>
</blockquote>
<p>Zubeldía explica: </p>
<blockquote><p><i>“Revolucioné el fútbol colombiano porque acabé con la siesta. Acabé con los desayunos fuertes y los almuerzos prolongados. ¡A la cancha! A trabajar mañana y tarde.”</i></p>
</blockquote>
<p>Agora a defesa de Zubeldía sobre ser um homem do antifutebol, em uma entrevista no periódico El Colombiano em 1976:</p>
<blockquote><p><i>&quot;Mire, Estudiantes de 1967 y 1968 fue sensacional. En Inglaterra fuimos campeones del mundo y eso no se puede conseguir con antifútbol. Lo que ocurrió fue que después de eso hubo cansancio y la fuerza no respondía a los jugadores. Eran tantas las giras, los cotejos amistosos, que prácticamente se lesionó todo el plantel. Además, el equipo era pobre y en los seis años no compramos un solo jugador. ¿Entonces que pasaba? (&#8230;) que los futbolistas en vista de que no tenían la fuerza ni el físico para jugar, se tenían que dedicar a tirar el balón afuera, a congelar la pelota y cosas así. A eso lo llamaron el antifútbol, pero no era por estrategia, era por necesidad.</i><i></i></p>
</blockquote>
<p>Nesses tempos onde o verdadeiro futebol é substituído por qualquer quantia, fica aqui um pequeno registro, apenas para lembrar (e quem estiver disposto a pesquisar e até contar mais sobre ele que seja bem-vindo) esse homem que está a anos luz a frente do atual futebol e que para sempre estará vivo para quem adora o VERDAEIRO E ÚNICO FUTEBOL. Gracias El Flaco por todo.</p>
<p><b><u>TITULOS COMO TREINADOR:</u></b></p>
<p><b>Torneio Metropolitano 1967 pelo Estudiantes.     <br /></b><b>Copa Libertadores 1968 pelo Estudiantes     <br /></b><b>Copa Intecontinental 1968 pelo Estudiantes     <br /></b><b>Copa Libertadores 1969 pelo Estudiantes     <br /></b><b>Copa Interamericana 1969 pelo Estudiantes     <br /></b><b>Copa Libertadores 1970 pelo Estudiantes     <br /></b><b>Campeonato Nacional 1974 pelo San Lorenzo.     <br /></b><b>Campeonato Colombiano 1976 e 1981 pelo Nacional de Medellín</b></p>
<p><b><u>CAMPANHAS DE ZUBELDÍA NO ESTUDIANTES NA COPA LIBERTADORES.</u></b></p>
<p><b><u>1968 – 1º Fase.</u></b></p>
<p>27.01. Independiente 2&#215;4 Estudiantes   <br />07.02. Millonários (Col) 0&#215;1 Estudiantes    <br />11.02. Deportivo Cali 1&#215;2 Estudiantes    <br />17.02. Estudiantes 3&#215;0 Deportivo Cali    <br />21.02. Estudiantes 0&#215;0 Millonários – Col    <br />29.02. Estudiantes 2&#215;0 Independiente</p>
<p><b><u>QUARTAS DE FINAL</u></b></p>
<p>14.03. Universitário (Per) 1&#215;0 Estudiantes   <br />28.03. Independiente 1&#215;2 Estudiantes    <br />04.04. Estudiantes 1&#215;0 Independiente    <br />09.04. Estudiantes 1&#215;0 Universitário</p>
<p><b><u>SEMIFINAL</u></b></p>
<p>18.04. Racing Club 2&#215;0 Estudiantes   <br />24.04. Estudiantes 3&#215;0 Racing Club    <br />27.04. Racing Club 1&#215;1 Estudiantes (Estádio do River Plate)</p>
<p><b><u>FINAL</u></b></p>
<p>02.05. Estudiantes 2&#215;1 Palmeiras   <br />07.05. Palmeiras 3&#215;1 Estudiantes    <br />16.05. Estudiantes 2&#215;0 Palmeiras (Estádio Centenário)</p>
<p><b><u>1969 – SEMIFINAL</u></b></p>
<p>01.05. Universidad Católica 1&#215;3 Estudiantes   <br />07.05. Estudiantes 3&#215;1 Universidad Católica</p>
<p><b><u>FINAL</u></b></p>
<p>15.05. Nacional 0&#215;1 Estudiantes   <br />21.05. Estudiantes 2&#215;0 Nacional</p>
<p><b><u>1970 – SEMIFINAL</u></b></p>
<p>07.05. River Plate 0&#215;1 Estudiantes   <br />15.05. Estudiantes 3&#215;1 River Plate</p>
<p><b><u>FINAL</u></b></p>
<p>21.05. Estudiantes 2&#215;0 Peñarol   <br />27.05. Peñarol 0&#215;0 Estudiantes</p>
<p><b><u></u></b></p>
<p><b><u>1971 – SEMIFINAL</u></b></p>
<p>18.04. Barcelona 0&#215;1 Estudiantes   <br />29.04. Estudiantes 0&#215;1 Barcelona    <br />12.05. Unión Española (Chi) 0&#215;1 Estudiantes    <br />19.05. Estudiantes 2&#215;1 Unión Española</p>
<p><b><u>FINAL</u></b></p>
<p>26.05. Estudiantes 1&#215;0 Nacional   <br />02.06. Nacional 1&#215;0 Estudiantes    <br />09.06. Nacional 2&#215;0 Estudiantes (Estádio Nacional de Lima no Peru)</p>
<p><b><u>COPA INTERCONTINENTAL 1968</u></b></p>
<p>25 de Setembro de 1968 – Argentina – La Bombonera.   <br />Estudiantes 1&#215;0 Manchester United    <br />Gol: Marcos Norberto Conigliaro 27min.    <br />16 de Outubro de 1968 – Manchester - Old Trafford.    <br />Manchester 1&#215;1 Estudiantes    <br />Gols: Verón 7min, Morgan 90min.</p>
<p><b><u>COPA INTERCONTINENTAL 1969</u></b></p>
<p>08 de Setembro de 1969 – San Siro – Milão.   <br />Milan 3&#215;0 Estudiantes    <br />Gols: Sormani 2 e Combin    <br />22 de Outubro de 1969 – La Bombonera – Argentina.    <br />Estudiantes 2&#215;1 Milan    <br />Gols: Aguirre Suarez e Conigliaro, Rivera.</p>
<p><b><u>COPA INTERCONTINENTAL 1970</u></b></p>
<p>26 de Agosto de 1970 – La Bombonera – Argentina.   <br />Estudiantes 2&#215;2 Feynoord (Hol)    <br />Gols: Echecopar e Verón, Hanegem e Kindvall.    <br />09 de Setembro de 1970 – De Kuip – Rotterdan.    <br />Feynoord 1&#215;0 Estudiantes    <br />Gol: Daele.</p>
<p><b><u></u></b></p>
<p><b><u></u></b></p>
<p><b><u>COPA INTERAMERICANA 1969</u></b></p>
<p>13 de Fevereiro de 1969 – Cidade do México.   <br />Toluca 1&#215;2 Estudiantes    <br />Gols: Conigliaro e Bilardo, Linares.    <br />19 de Fevereiro de 1969 – La Plata.    <br />Estudiantes 1&#215;2 Toluca    <br />Gols: Verón, Linares e Morales    <br />21 de Fevereiro de 1969 – Montevidéu.    <br />Estudiantes 3&#215;0 Toluca    <br />Gols: Flores e Conigliaro 2.</p>
<p><strong>- Jeférson Fernandes</strong></p>
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		<title>futebolforca.com na Europa &#8211; Paris</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 18:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Pilotti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura do futebol]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Força]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Europeu]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Francês]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Em relação à cidade luz, paira no ar uma lista de locais a serem explorados pelo marinheiro de primeira viagem: o Museu do Louvre, o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, a Catedral de Notredame, as margens do rio Sena, a Avenida Champs Elysées, os cafés parisienses, entre outros. Conhecer como os habitantes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p11701242.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1170124" border="0" alt="P1170124" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1170124-thumb.jpg" width="184" height="244" /></a> </b></p>
<p>Em relação à cidade luz, paira no ar uma lista de locais a serem explorados pelo marinheiro de primeira viagem: o Museu do Louvre, o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, a Catedral de Notredame, as margens do rio Sena, a Avenida Champs Elysées, os cafés parisienses, entre outros. Conhecer como os habitantes de uma determinada cidade apreciam o futebol é tão importante quanto visitar as suas previsíveis atrações turísticas, logo, um fã do futebol força e de resultados tende a não ser um turista comum e, na medida do possível, tentará interagir de alguma forma com uma cultura futebolística que lhe é inédita. O simples fato de estar num local com uma história tão rica e tradicional já é por si só uma experiência única, mas, por que não vivenciar um pouco do que o ludopédio francês tem a oferecer?</p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p11701572.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="Bolívar - Um dos libertadores da américa" border="0" alt="Bolívar - Um dos libertadores da américa" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1170157-thumb.jpg" width="184" height="244" /></a><em> Bolívar – Um dos libertadores da américa</em></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p11701351.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1170135" border="0" alt="P1170135" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1170135-thumb.jpg" width="184" height="244" /></a><strong>“ </strong><em>O Brasil não é um páis sério”</em></p>
<p>Logo após meu desembarque, e depois de abordar diversos temas, um falante taxista relatou que o francês comum não se preocupa muito com futebol (segundo ele, fanáticos são os ingleses, alemães e holandeses) e que o país só se mobiliza numa fase avançada de Eurocopa ou de Copa do Mundo. Como era de se esperar, ele teceu rasgados elogios à Seleção Brasileira quando informei minha nacionalidade, e criticou a astrológica metodologia de trabalho de Raymond Domenech, o atual técnico dos bleus. Depois de quatro dias, vi que o chauffeur tinha razão: não ouvi nenhuma conversa acalorada sobre futebol nas ruas, nos bares ou no metrô, e vi apenas um torcedor do Paris Saint-Germain vestindo um artigo de seu time (um cachecol). Em seguida, tratei de providenciar os ingressos para a partida disputada entre PSG e Monaco. Primeiramente, fiz uma rápida pesquisa pela internet e achei mais prático ir a uma das muitas lojas da FNAC, onde comprei a entrada mais fácil da minha vida: pude escolher as cadeiras e optar pela melhor visão possível, e não houve fila ou a preocupação de adquirir algo falsificado.</p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p12002243.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200224" border="0" alt="P1200224" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200224-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </b></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p12002171.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200217" border="0" alt="P1200217" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200217-thumb.jpg" width="184" height="244" /></a><em>Francês admirador do Futebol Força</em><strong>&#160;</strong></p>
<p>A partida foi realizada no Parc des Princes, às 19h30, no dia 19 de janeiro deste ano, numa terça-feira. Fui de metrô e desci junto com a torcida na estação Porte de Saint-Cloud, que fica não mais do que cinco minutos a pé do local onde Brasil e Chile se enfrentaram pelas oitavas de final na Copa do Mundo de 98. Antes do jogo, comprei alguns souvernirs em uma das lojas oficiais do clube, que só abre na véspera das partidas disputadas em casa – a outra, que funciona normalmente, fica na Avenida dos Campos Elíseos. Compras feitas, finalmente chegou o momento de assistir o match, que, exceto a impecável atuação de Claude Makélélé e a habilidade do brasileiro Nenê (ex-Santos), não foi grande coisa. Ah sim, ambos os times jogaram num 4-4-2 conservador, se defendendo em duas linhas quatro e explorando o erro do adversário durante todo o primeiro tempo. Na segunda etapa, o time da casa precisou tomar a iniciativa de jogo a fim de garantir uma vitória e de ficar longe de uma iminente crise, contudo, o goleiro do ex-time de Raí segurou somente as penas de um frango que entrou vagarosamente na meta parisiense. O Monaco reforçou o ferrolho ainda mais e conseguiu segurar uma importante vitória fora de casa. </p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p12002042.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200204" border="0" alt="P1200204" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200204-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a><em> des saucisses et des frites - 6 euros</em></p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p12704841.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1270484" border="0" alt="P1270484" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1270484-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a><em> o cobrador de pênaltis predileto do Dida</em></p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p12001941.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200194" border="0" alt="P1200194" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200194-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </b></p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200219.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200219" border="0" alt="P1200219" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200219-thumb.jpg" width="184" height="244" /></a> </b></p>
<p><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p12002211.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200221" border="0" alt="P1200221" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200221-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a></p>
<p>Algo que me chamou a atenção foi o comportamento blasé dos torcedores do PSG: na ida, não cantaram nada dentro do metrô e nem no trajeto a pé ao Parque dos Príncipes, um silêncio constrangedor para um fiel corinthiano; durante a partida, era preciso o uso de um megafone para animá-los; e após o final do jogo, voltaram calados para casa. No Brasil, ir ver o time favorito é um grande acontecimento, um momento de diversão no qual a linguagem de baixo calão é bem-vinda e em que o apoio se dá através do canto, da intimidação imposta ao time adversário, da pressão exercida na arbitragem etc. Na França, fica-se a impressão que os aficionados vão a uma ópera ou a uma peça de teatro. </p>
<p align="center"><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200226.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200226" border="0" alt="P1200226" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200226-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a><em> a alegria dos torcedores do PSG antes de mais um jogo</em></p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p12001942.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200194" border="0" alt="P1200194" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200194-thumb1.jpg" width="244" height="184" /></a> </b></p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200202.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200202" border="0" alt="P1200202" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200202-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </b></p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200208.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1200208" border="0" alt="P1200208" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1200208-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </b></p>
<p>Os imigrantes e seus descendentes ocupam uma porcentagem significativa na população francesa; juntos eles são cerca de 15%. O presidente em exercício, Nicolas Sarkozy, é filho de um refugiado húngaro, por exemplo. Em termos de futebol, a principal conquista francesa teve a presença de jogadores das mais distintas origens, tais como: Zidane é descendente de argelinos, Thuram nasceu em Guadalupe, Makelele é do Congo, Desailly é de Gana, e Thiery Henry é “guada” pelo lado paterno e martinicano por parte de mãe. Junto com seus companheiros, eles deram a Seleção Francesa seu primeiro título mundial numa campanha impecável, na qual Laurent Blanc marcou o golden goal contra os valentes e destemidos guaranis, que jogaram com uma raça colossal e cuja derrota tanto entristeceu o autor deste texto. Nas quartas de final, eliminaram a sempre respeitável Itália, num jogo muito disputado e definido na cobrança de penais. Contra os croatas, Thuram marcou dois dos seus doze tentos na carreira. E como se esquecer da final contra o Brasil (que muitos querem acreditar que foi comprada)? Uma partida que não contou com Ronaldo Fenômeno e em que o péssimo cabeceador Zidane marcou dois gols de tête antes do término do primeiro tempo, num jogo relativamente tranquilo aos franceses.</p>
<p>Além de sua inquestionável contribuição no único mundial conquistado pela Seleção Francesa, os imigrantes trouxeram consigo uma paixão pelo futebol até certo ponto similar a que podemos observar na América do Sul. Em Créteil, periferia local cujo bom padrão de vida surpreende ao se comparar com os bairros carentes brasileiros ou com os remediados tupiniquins, muitos adolescentes estavam eufóricos e mobilizados com a partida Argélia x Costa do Marfim pela CAN (Copa Africana de Nações). Houve um buzinaço após a inesperada derrota dos Elefantes e até a glamourosa Champs Elysées foi palco da comemoração argelina e, também, da dos Faraós, pois o Egito, pela terceira vez consecutiva, conquistou o torneio acima mencionado, o que motivou um pequeno e extasiado grupo a cantar pela avenida.</p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1310626.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1310626" border="0" alt="P1310626" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1310626-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </b></p>
<p><b><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1310627.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1310627" border="0" alt="P1310627" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1310627-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </b></p>
<p>Depois de ter visitado Amsterdã (o que será assunto de um futuro post), pensei que não aconteceria mais nada em Paris em termos de futebol. Porém, soube que haveria uma sessão de autógrafos de um livro escrito por um campeão mundial, o que poderia propiciar uma oportunidade única. Exceto raras exceções, os futebolistas brasileiros não leem, não cogitam publicar um livro e dificilmente se engajam em alguma coisa, portanto, a comparação acaba sendo inevitável porque o livro lançado por Thuram nada tem a ver com o esporte bretão. “Mes Étoiles Noirs” (Minhas Estrelas Negras) busca preencher uma lacuna no enviesado ensino de história nas escolas ao apresentar a biografia de negros influentes, desde de cientistas e pensadores, passando por políticos, escritores e ativistas. Inicialmente, Thuram foi entrevistado a respeito da temática de sua publicação perante uma grande e heterogênea platéia. Logo após, iniciou-se o contato entre o ex-zagueiro da Vecchia Signora com os seus fãs. Tive meu exemplar autografado, tirei umas fotos e pude conversar com ele por alguns minutos, fechando assim com chave de ouro minha experiência futebolística em Paris.</p>
<p><a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1290028.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1290028" border="0" alt="P1290028" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1290028-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a> </p>
<p> <a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1290029.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1290029" border="0" alt="P1290029" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1290029-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a>&#160;<a href="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1290032.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="P1290032" border="0" alt="P1290032" src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/04/p1290032-thumb.jpg" width="244" height="184" /></a>&#160;
<p>Por fim, há pontos negativos no futebol parisiense como a amargura dos torcedores e a falta de empolgação em geral, assim como há também as vantagens (que espero ver na Terra Brasilis algum dia), como a facilidade em se comprar o ingresso, o fácil acesso e o conforto nos estádios, a educação e o respeito dos policias ao lidar com o público, entre outros. Ter vivenciado a cultura do balípodo francês foi memorável, mas não há nada como ver in loco seu time de coração, apesar da carência de uma melhor infraestrutura. Gostaria de agradecer a oportunidade dada pelo futebolforca.com, que gentilmente financiou todos os meus custos. Desde já, coloco-me a disposição de uma futura incursão futebolística no exterior.</p>
<p><strong>- Duppy</strong></p>
<p><em>Fotos: arquivo pessoal</em></p>
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		<title>Claudio Gentile</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 22:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Pilotti</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Clássicos]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura do futebol]]></category>

		<category><![CDATA[Futebol Força]]></category>

		<category><![CDATA[Claudio Gentile]]></category>

		<category><![CDATA[Copa de 1982]]></category>

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Na Copa do Mundo de 1982, a Itália venceu o Brasil por 3&#215;2. Muitos devotos do futebol arte o chamam de “Tragédia do Sarriá” e se lamentam do ocorrido, dizendo que o futebol alegre e envolvente da seleção de Telê Santana foi mundialmente preterido nos anos seguintes pelo pragmatismo do estilo defensivo dos italianos. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><div id="attachment_1638" class="wp-caption aligncenter" style="width: 226px"><img src="http://www.futebolforca.com/wp-content/uploads/2010/03/gentile.jpg" alt="Claudio Gentile" title="Claudio Gentile" width="216" height="220" class="size-full wp-image-1638" /><p class="wp-caption-text">Claudio Gentile</p></div></center></p>
<p>Na Copa do Mundo de 1982, a Itália venceu o Brasil por 3&#215;2. Muitos devotos do futebol arte o chamam de “Tragédia do Sarriá” e se lamentam do ocorrido, dizendo que o futebol alegre e envolvente da seleção de Telê Santana foi mundialmente preterido nos anos seguintes pelo pragmatismo do estilo defensivo dos italianos. Os fãs do futebol leve e vistoso não aprenderam a lição e continuam a enfocar o futebol a partir do individualismo, da falta de aplicação e do descomprometimento, assim cometendo um grande equívoco ao eleger Paolo Rossi como o único protagonista da Azzurra, pois a garra, o empenho e a doação do marcador Cláudio Gentile foram tão importantes quanto os gols marcados por Rossi.</p>
<p>Líbio de nascimento, Gentile sempre se caracterizou por sua truculência e pela dura marcação aplicada nos adversários. Em nível clubístico, o ápice de sua carreira foi na Juventus, onde ajudou sua equipe a ganhar cinco scudettos e, posteriormente, atuou pela Fiorentina e pelo Piacenza. No entanto, sua consagração internacional foi com a seleção italiana durante a Copa de 82, em especial nas partidas contra as equipes sulamericanas, em que o mundo o viu anular Zico e Maradona, jogadores de habilidade inquestionável.</p>
<p>A estratégia, quiçá influenciada pelo catenaccio, era simples: marcá-los de tal modo que eles nem pudessem receber a bola de seus companheiros. A eficácia foi tão grande que os argentinos Daniel Passarella, Alberto Tarantini e Américo Gallego (verdadeiros serafins dos gramados), acusaram o defensor italiano de ser desleal e antidesportivo. .</p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Io8nrKD4CdU&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Io8nrKD4CdU&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
<p>Por tudo isso, seria injusto deixar o astro Claudio Gentile como personagem secundário. Os apreciadores do Futebol Força, diferente dos amantes do futebol circense, certamente conseguem reconhecer a contribuição dada por um jogador, independente de sua posição de origem e sem condicioná-la à ofensividade.</p>
<p><strong> - Duppy</strong></p>
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